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Rede de apoio logístico do CV é desmontada em Bataguassu; mulher foi presa

Desdobramentos da operação que terminou com a morte de dois integrantes do Comando Vermelho (CV) na manhã da sexta-feira (17), em Bataguassu, revelaram uma estrutura de apoio logístico da facção na região.

Poucas horas após o confronto, uma mulher de 27 anos foi presa em flagrante no bairro Jardim América, acusada de financiar e dar suporte material ao grupo. As informações foram publicadas pelo site local Cenário MS.

O confronto inicial

A ação integra a Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, ligada ao Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e também à Operação Liberdade Duradoura, que investiga homicídios em Nova Andradina.

Os alvos eram um jovem de 18 anos, com mandado de prisão temporária, e um adolescente de 15 anos, conhecido como “TG”.

Segundo consta, os dois foram localizados em uma residência da Rua Francisco Luiz Campos, no bairro Jardim Campo Grande. Ao serem abordados, reagiram com disparos; os policiais revidaram e os dois foram atingidos. Socorridos, não resistiram aos ferimentos.

Com eles foram apreendidos um revólver calibre .38, uma pistola 9 mm, munições, cocaína e a motocicleta usada em crimes na região. A dupla era oriunda do Acre e de Mato Grosso, e vinha para disputar território com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Como foi identificada a apoiadora

Após o confronto, a inteligência policial analisou pagamentos de aluguel do imóvel usado como esconderijo: as transferências via PIX eram feitas por uma mulher.

Dados de aplicativos de transporte também mostraram fluxo frequente de viagens entre o endereço dos suspeitos e a casa dela, no bairro Jardim América.

Ao ser presa, ela confessou que prestava auxílio financeiro e material ao grupo, e confirmou manter relacionamento com o adolescente “TG”. Um celular foi apreendido e passará por perícia.

Crimes investigados

A dupla morta é apontada como autora de:

  • Homicídios recentes em Nova Andradina;
  • Emboscada registrada no dia 12 de julho, próximo ao Bosque de Bataguassu — onde usavam perfis falsos de mulheres nas redes sociais para atrair vítimas.

As investigações seguem para identificar outros integrantes e colaboradores da organização criminosa na região.