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Manutenção flagra jardins destruídos na 14 de Julho

Equipes do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) encontraram canteiros depredados no Centro de Campo Grande na manhã desta terça-feira (06). A Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA) executava a manutenção paisagística na Rua 14 de Julho e na Avenida Afonso Pena durante o flagrante. 

Os trabalhadores depararam com plantas arrancadas, folhagens queimadas e lixo acumulado. A situação evidencia o mau uso dos espaços públicos por parte de alguns transeuntes. O cenário de destruição repete o padrão de prejuízos identificados pelos servidores em outras ocasiões. 

A presidente do FAC, Adir Diniz, avaliou a rotina de trabalho das equipes diante dos constantes danos ao patrimônio ambiental. “A manutenção desses canteiros é um compromisso que o FAC e a UTA possuem e que a nossa equipe realiza com total empenho. Os danos sofridos pelas plantas não desanimam o trabalho da gente”, destaca Adir. 

A depredação afeta diretamente a função biológica dos jardins urbanos. Os canteiros centrais absorvem a água das chuvas pelo solo natural e filtram os agentes poluentes do ar. As folhas retêm a poeira, absorvem o gás carbônico e liberam oxigênio limpo para a população. 

O paisagismo vai além da estética arquitetônica e atua como um refúgio climático contra o acúmulo de calor do asfalto e do concreto. A professora de geografia aposentada Raquel, de 60 anos, transitava pelo local e elogiou a arborização na região central. 

“A presença de jardins e canteiros arborizados na região central é vital, pois além de humanizar e trazer beleza estética às ruas, a vegetação funciona como um refúgio climático essencial nos dias de calor intenso, refrescando o ambiente e melhorando a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou a moradora. 

As flores e folhagens alimentam pássaros, borboletas e insetos variados. O ecossistema completo impacta de maneira positiva na saúde pública e no conforto térmico dos cidadãos em trânsito pela cidade.