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Menino de 13 anos baleado em atentado pode ter sido alvo de vingança de detento

A criança de 13 anos que foi alvo de disparos de tiros na tarde de terça-feira (16), em frente a uma conveniência do bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, segue internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa. Ele foi atingido no peito, teve o pulmão perfurado, além de fraturas no braço e na perna, mas já está estabilizado, segundo a família.

O homem de 31 anos, preso em flagrante pela tentativa de homicídio, confessou ter atuado como “olheiro”. Na sua versão, disse que foi até o local, perguntou pelo menino e monitorou a sua presença, repassando as informações aos executores. Conforme revelou, o ato partiu de um detento que queria vingança por ter sido baleado pela vítima em outro momento.

Ele foi preso no bairro Guanandi, a partir das informações registradas pela tornozeleira eletrônica que utiliza. Questionado sobre quem seriam os atiradores, o sujeito negou saber a identidade. Entretanto, segundo o delegado Felipe Madeira, responsável pelo caso, revelou à imprensa que ele apresentou outra versão no seu depoimento oficial.

Na delegacia, o preso negou que estivesse monitorando a vítima e afirmou que foi ao local apenas para comprar drogas (skunk) a pedido de um conhecido chamado “Henri”, com quem tinha uma dívida. Disse ainda que só foi conferir se o ponto de venda estava funcionando e também acusou os policiais de agressão para forçar confissão. Por fim, alegou limitações físicas que o impedem de fugir correndo.

À imprensa, a mãe da vítima negou a informação de que se trata de uma vingança por um suposto ataque anterior promovido pelo menor a um detento. Na declaração, confirmou que há um registro policial recente contra o filho, mas disse que ele foi feito de forma questionada. Para ela, houve um engano, sendo que o alvo seria outra pessoa.

Investigação

Na ocorrência, a vítima estava no estabelecimento aguardando uma refeição, acompanhada de um adolescente de 17 anos, quando dois homens chegaram em uma motocicleta azul, desceram armados — um com revólver, outro com pistola de carregador prolongado — e efetuaram diversos disparos contra o menor.

A criança conseguiu correr e se esconder em uma casa próxima, mas foi baleada durante a fuga, sendo socorrida inicialmente para a UPA do bairro Universitário e, por conta da gravidade, transferida no mesmo dia para a Santa Casa.

Imagens de câmeras de segurança confirmam que o homem preso esteve no local momentos antes do ataque, em uma moto Honda Biz branca e usando camiseta amarela, e perguntou pelo garoto. A polícia considera essa prova fundamental para manter a acusação de participação no crime.

Os autores dos disparos foram reconhecidos por testemunhas, mas ainda não foram localizados. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos e confirmar a motivação real do atentado.