Operação Nêmesis faz pente-fino na Máxima e transfere envolvidos na festa do PCC
A divulgação de vídeos em que presos comemoraram os 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, desencadeou a Operação Nêmesis, iniciada na terça-feira (1º) e intensificada nesta quarta-feira (2).
Ação conjunta da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Polícia Penal e da Força Penal Nacional realiza pente-fino, apreensões e transferência dos envolvidos, cujos nomes e destino são mantidos sob sigilo.
Vídeos mostram drogas e alusão explícita à facção
Nas imagens que circularam nas redes sociais na segunda-feira (31), data do aniversário da facção, presos aparecem aglomerados e fazendo uso de cocaína. Um detento diz expressamente: “Aniversário do comando, 33 anos… Mato Grosso do Sul, Máxima, Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado de MS.”
A comemoração revelou ainda que drogas ingressaram na unidade por meio de arremessos com drones. Entre os dias 25 e 29 de agosto, a Polícia Penal havia interceptado 13 tentativas de entrega por drones, mas não impediu a entrada do entorpecente visto nos vídeos.
A Agepen relembra que o fato não é inédito: em 2016, imagens de comemoração idêntica também foram divulgadas. O caso revela desafios recorrentes de controle e segurança na unidade de segurança máxima.
Operação Nêmesis
O nome escolhido faz referência à deusa grega da justiça e representa “resposta inevitável à arrogância, ao excesso e à transgressão da ordem”, segundo a Agepen. Os trabalhos incluem:
- Pente-fino completo na unidade em busca de celulares e drogas;
- Transferência dos presos identificados nas imagens;
- Abertura de PADIC (Processo Administrativo Disciplinar);
- Possível responsabilização criminal, já que manifestação coletiva de apoio a organização criminosa configura falta grave e pode ensejar processo penal.
Suspensa entrega de pertences
Nessa quarta, familiares foram impedidos de entregar roupas e objetos pessoais aos detentos da Máxima. A direção informou que a suspensão é temporária e necessária para garantir a segurança e o sigilo das ações.
