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Vídeo: após cinco dias, caminhonete é retirada do Rio Ivinhema, mas corpo do motorista segue desaparecido

Foi retirada do Rio Ivinhema, na sexta-feira (06), a caminhonete ocupada por um casal, de 56 e 48 anos, que submergiu supostamente após o motorista errar o caminho e acessar uma pista de embarcações de um condomínio entre Angélica e Nova Andradina.

O acidente aconteceu no dia 1º desse mês e viralizou nas redes sociais a partir de imagens da câmera de videomonitoramento de um condomínio, que registrou o momento em que o veículo desce a pista, achando ser uma estrada vicinal.

A caminhonete afundou no Rio Ivinhema e nenhum dos ocupantes conseguiu escapar com vida. O corpo da passageira, de 48 anos, foi encontrado no interior da caminhonete, mas o marido, de 56, permanece desaparecido.

Para a remoção do veículo do fundo do rio, o Corpo de Bombeiros desencadeou uma operação, fazendo uso de equipamentos de flutuação pesada (lift bags), maquinário e um caminhão-guincho.

Vídeo: Vale do Ivinhema

O acidente e a confusão no trajeto

A investigação do caso explicou que o casal trabalhava como caseiro em uma fazenda de Nova Andradina, sendo natural do Paraná. Eles haviam passado a tarde do dia 1º em um estabelecimento próximo à ponte do rio, onde consumiram bebidas alcoólicas.

Ao sair, o motorista teria errado o trajeto para rodovia estadual MS-141, entrando por engano em uma estrada de acesso a um condomínio fechado. Ao tentar uma conversão, desceu por uma rampa e adentrou a água do Rio Ivinhema.

Naquele momento, o rio estava com o nível elevado por conta das fortes chuvas ocorridas ao longo do período. Além disso, há baixa iluminação no local, o que pode ter contribuído para o erro do condutor.

O delegado Gustavo Oliveira, responsável pelo caso, já descartou indícios de crime, feminicídio ou suicídio, afirmando que se trata de um erro de percepção da falsa impressão de continuidade da via. O casal não conhecia a região.

A velocidade do afundamento surpreendeu

Análise técnica registrada por câmeras mostrou que, apenas quatro segundos após entrar na água, o motorista acionou o freio e engatou a marcha à ré — mas já era tarde demais.

A água tomou a cabine no mesmo intervalo de tempo, dificultando a abertura das portas pela pressão interna. O local atinge seis metros de profundidade logo nos primeiros metros após a rampa.

A porta do motorista foi encontrada aberta, mas os peritos não identificaram sinais de que o motorista tenha conseguido sair voluntariamente. A hipótese mais provável é que a porta se abriu sob a pressão da água.

O corpo foi projetado para fora, sendo levado pela correnteza e até agora não foi encontrado. O veículo também foi deslocado cerca de 40 metros no fundo do rio pela força da corrente.

Buscas prosseguem

Cinco mergulhadores e três bombeiros vasculham um trecho de aproximadamente 200 quilômetros do rio, podendo avançar até a região de Taquarussu. O nível elevado das águas e a turbidez prejudicam a visibilidade e tornam os trabalhos ainda mais difíceis.

As buscas foram retomadas neste sábado (7). O corpo da mulher foi encaminhado ao IML de Nova Andradina e posteriormente será trasladado ao Paraná. A investigação segue em andamento para esclarecer definitivamente todos os fatos.