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Deputados estaduais têm opiniões divergentes sobre manifestações do dia 07 de setembro

O deputado Pedro Kemp (PT) utilizou a tribuna virtual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) pra comentar as manifestações ocorridas ontem (7), no feriado nacional da Independência do Brasil.

“Houveram manifestações por todo País, algumas em apoio ao Governo Federal e outras contrárias ao presidente da República, ao seu Governo, e em defesa da democracia. E ontem vimos um show de barbaridades provocadas pelo presidente chefe do Executivo, insuflando as pessoas contra o Poder Judiciário e ameaçando o sistema democrático”, informou.

“E o que é isso? Será um golpe de Estado. Eu classifico como um verdadeiro crime de responsabilidade muito bem caracterizado, de acordo com o artigo 85 da nossa Constituição Federal. Fica claro para mim que se os parlamentares do Senado e da Câmara não abrirem processo de impeachment baseado nisso, eles estão sendo coniventes. É inadmissível ameaçar a democracia em manifestações públicas e os poderes constituídos da nação”, ressaltou o parlamentar.

O deputado Lidio Lopes (PATRI) classificou o movimento com um dos mais populares que ele participou. “Tivemos em Campo Grande uma das maiores movimentações, e o que me encantou foi a oportunidade de utilizar a minha carreta de som, na Afonso Pena, nos encantava de ver o sentimento da população cantando o Hino Nacional, com muito sentimento e alegria. Sou um defensor que haja um Parlamento e Congresso de coragem para fazer uma emenda e acabar com essa história no Supremo Tribunal Federal [STF] de ministros indicados, que sejam concursados”, frisou.

O deputado Coronel David (Sem Partido) destacou a importância da data de ontem para o Brasil. “O dia 7 de setembro representa historicamente a independência do Brasil que vivia sob o julgo do interesse de Portugal sobre a nação. As manifestações de ontem foram espontâneas do povo brasileiro, e muitos foram em apoio ao governo, ao presidente Bolsonaro, e em apoio à liberdade que o povo está vendo que está perdendo, diante de algumas atitudes do Supremo Tribunal Federal. As pessoas que participaram dessas manifestações resgataram o sentimento de civilidade e patriotismo”, destacou.

O deputado Herculano Boges (Solidariedade) também esteve nas ruas de Campo Grande ontem, em apoio à liberdade e democracia. “Quando me perguntaram porque seu participaria respondi que estou sendo privado de liberdades enquanto cristão e defensor das questões da família, educação e questão religiosa é de foro íntimo da família, não podemos deixar que pessoas queiram despejar nas crianças questões ideológicas. Também sou privado de minha liberdade quando a constituição não está sendo cumprida em vários atos, não sou contra STF, e sim algumas decisões desta instituição”, disse.

Evander Vendramini (PP) também comentou as manifestações do 7 de setembro. “Ontem as manifestações foram por aquilo que a gente não concordava. Não foram atos antidemocráticos, não houve vandalismo, o entendimento é que a gente possa fazer um discurso de agregação, de unidade, mesmo com posições antagônicas, nós queremos o bem das pessoas, os preços mais baratos e acessíveis para todos, o entendimento, o bem comum”, relatou.

O deputado Amarildo Cruz (PT) explica que os parlamentares defendem as convicções. “Ninguém é amador nessa questão, cumprimos o papel fundamental de defender as nossas convicções, e isso faz parte, por isso estamos em uma casa política, ir as ruas é normal, nós temos nossas culturas, isso é nobre, é papel do parlamentar, somos pessoas públicas e temos lado. O que discutimos é que a liberdade e a democracia nos garantem um contraponto em relação aquilo que nós acreditamos”, declarou.

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