Subtenente do Corpo de Bombeiros é preso ao acertar marreta na cabeça da esposa
Uma mulher de 52 anos está internada em estado grave depois de ser atingida na cabeça por um golpe de marreta aplicado pelo próprio companheiro, de 45. O crime ocorreu em Ponta Porã, na terça-feira (03).
Segundo o registro da ocorrência, houve uma discussão entre o casal por motivos não esclarecidos e, no ato, o autor teria desferido ao menos um golpe usando a marreta contra a cabeça da vítima.
Os três filhos do casal, de 17, 15 e 13 anos testemunharam a violência doméstica e tentaram intervir para defender a mãe das agressões, porém, também foram feridos pelo agressor, que é subtenente do Corpo de Bombeiros.
Ele foi preso enquanto tentava fugir, a pé, mas acabou contido pelos moradores, que foram até a delegacia e informaram sobre os fatos. Rapidamente, a guarnição chegou ao local, na Rua Humaitá, e prendeu o militar em flagrante.

No momento da abordagem, o sujeito se apresentou como subtenente do 4º Grupamento de Bombeiros Militar. Questionado sobre os fatos, alegou ter agido em legitima defesa, acusando a vítima de ter desferido dois golpes de faca de serra contra ele.
Os policiais também foram até a casa da família, na Rua Cacique, no bairro Vila Reno, onde encontraram a mulher ferida gravemente, inconsciente. Os bombeiros fizeram os primeiros socorros e a leveram para o Hospital Regional de Ponta Porã.
Dos três filhos, o de 15 anos e uma de 17 apresentavam lesões e sangramento na região da cabeça, enquanto o mais novo, de 13 anos, sofreu abalo psicológico. Os três também foram levados ao mesmo hospital para avaliação médica.
No local do crime foi apreendida a marreta usada na ação, com marcas de sangue, e também duas facas de serra. O boletim de ocorrência detalha também que o subtenente foi linchado pelos moradores e preciso de atendimento médico no Hospital da Cassems.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica e tentativa de feminicídio. Autor e vítimas permanecem sob cuidados médicos e não há previsão de alta.
