Morre a mulher agredida com marreta na cabeça pelo marido em Ponta Porã; 5º feminicídio do ano!
A mulher de 51 anos atingida na cabeça por golpes de marreta aplicados pelo próprio marido, subtenente do Corpo de Bombeiros de 45 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu nessa sexta-feira (06), três dias apóso crime, ocorrido em Ponta Porã. Segundo a atualização do caso, a vítima teve morte cerebral e terá os órgãos doados.
Com o óbito confirmado pela polícia, o caso passou a ser tratado como feminicídio consumado, sendo Liliane de Souza Bonfim Duarte a quinta vítima do ano em Mato Grosso do Sul.
O caso
O crime aconteceu na terça-feira (03), na Rua Cacique, no bairro Vila Reno. Segundo a apuração, houve uma discussão entre o casal por motivos ainda não esclarecidos que evoluiu para a violência doméstica.
Em dado momento, o autor pegou uma marreta e atingiu ao menos um golpe contra a cabeça dela, que ficou inconsciente. A agressão foi testemunhada pelos três filhos do casal, de 13, 15 e 17 anos, que ainda tentaram intervir, mas também foram agredidos.
A mulher gritou aos filhos para que abrissem a porta e fugissem até os vizinhos, segundo o depoimento da filha de 17 anos. Antes do ataque, o autor havia chegado do plantão, fechado portas e janelas, recolhido celulares de todos e aguardou a mãe chegar do serviço.
Quando a vítima chegou, o bombeiro a mandou entrar no quarto, foi então que ela pressentiu algo de errado e negou ir com ele. A partir de então as agressões começaram e os filhos de 17 e 15 anos também foram atingidos com golpes na cabeça.
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Ao tomarem ciência dos fatos, vizinhos conseguiram deter o militar e impedir que fugisse. Ele ainda correu e pulou muros, até ser alcançado. Em seguida, uma equipe da Polícia Civil chegou ao local, prendendo o bombeiro em flagrante.
Liliane foi encontrada caída, com ferimentos graves e sangramento na cabeça e rosto. O Corpo de Bombeiros foi mobilizado e encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Ponta Porã, sendo transferida para o Hospital da Vida de Dourados por conta da gravidade.
A mulher sofreu um traumatismo craniano grave, esteve em estado de coma e desde a quarta-feira (04) já estava realizando exames para detecção da morte encefálica, cuja confirmação ocorreu somente nessa sexta-feira.
Ao ser preso, o autor se identificou como subtenente do 4º Grupamento de Bombeiros Militar e alegou que agiu em legítima defesa, indicando que a esposa tinha tentado acertar dois golpes de faca de serra nele.
O delegado Rodrigo Inojosa, responsável pelas investigações, disse que o bombeiro vai responder por feminicídio consumado contra a esposa, feminicídio tentado contra a filha de 17 anos, tentativa de homicídio qualificado contra o filho de 15 anos.
Na casa da família, a polícia apreendeu a marreta usada no feminicídio, ainda com marcas de sangue, e as duas facas de serra supostamente usadas pela mulher contra ele. No depoimento oficial, o autor ficou em silêncio.
O bombeiro chegou a ser linchado por populares antes de ser preso e precisou de atendimento médico no Hospital da Cassems de Ponta Porã, onde segue internado com o tornozelo quebrado. Ele ainda não passou pela audiência de custódia.
