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Alerta: cobertura vacinal baixa deixa Campo Grande vulnerável ao sarampo

Campo Grande não confirma casos de sarampo desde 2020, conforme dados divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) nessa sexta-feira (16). Para manter esse cenário positivo, é preciso manter a cobertura vacinal da Tríplice Viral, especialmente em crianças.

Até o momento, ainda conforme o balanço da pasta, 78,53% do público-alvo da campanha já foi imunizado em 2026. A quantidade ainda está abaixo da meta de 95%, recomendado pelos órgãos de saúde para impedir a reintrodução da doença.

“Com a cobertura em torno de 78%, não temos barreira imunológica suficiente para conter uma disseminação rápida”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente em todas as Unidades de Saúde da Família (USF) de Campo Grande.

Surto nas Américas é o maior em mais de três décadas

A circulação intensa do sarampo em países das Américas acendeu o sinal de atenção para a Capital. Dados atualizados até 3 de outubro de 2026 mostram 55.792 casos e 77 mortes por sarampo em 17 países.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), trata-se do maior número anual de registros em mais de 35 anos. Mais de 90% dos casos envolvem pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Além disso, a maioria atinge crianças e jovens de até 19 anos. No Brasil, onde o vírus não circula de forma endêmica, foram registrados 52 casos importados em 2026 até o dia 5 de outubro: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro.

Sem proteção coletiva, doença retorna rápido

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas existentes: um único doente pode transmitir para dezenas de pessoas em ambientes coletivos, especialmente onde a vacinação está incompleta.

A recomendação é que todos consultem a caderneta de vacinação e levem crianças e adolescentes para completar o esquema com as doses pendentes. Proteger a comunidade é a única forma de manter Campo Grande livre da doença.